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15.11.08

Jô Soares e Marília Gabriela em 14.11.2008


Jô Soares e Marília Gabriela... Não foi uma entrevista, foi um bate-papo entre amigos que não se viam ha algum tempo. Daquelas amizades que não desbotam, daquelas em que o papo continua do mesmo ponto onde parou.
A saudade explícita, a cumplicidade de anos de estrada trilhada.
Soltos, confortáveis e aquecidos pelo prazer do reencontro.

Sem disputas, sem entraves, sem dilemas, sem confronto- como num encontro normal de cabeças pensantes- Tanto que no final dos dois blocos em que estiveram juntos, a platéia não se manifestou com aquele tão previsível "ahhhhhh". Foi respeito, pela intimidade de um momento tão especial e particular.

Adorei ter o prazer de presenciar esse encontro de cabeças (no caso, duas das que mais admiro), mas principalmente esse encontro de corações.

Beijos carinhosos, Dois.

3.11.08

XIFÓPAGOS E ROQUEIROS (BROTHER´S OF THE HEAD)


Keith Fulton e Louis Pepe, Brothers of the head, Reino Unido, 2005

Meu, fiquei muito fudida. Tava acreditando em tudo, me condoendo pelos caras... Tudo mentira!!!! Jurava que era verdade, caraca! Os caras realmente são ótimos atores. Só comecei a desconfiar depois, quase no meio do filme.


Crítica: Rodrigo de Oliveira
Comecemos pelo fim. No último plano de Xifópagos e Roqueiros, os irmãos Barry e Tom, depois de todo o périplo traçado ao longo do filme, de freaks enjeitados pelo pai a freaks amados pela cena punk inglesa, e já nem mesmo freaks, tendo passado obrigatoriamente por uma re-humanização, depois mesmo de suas mortes trágicas, anunciadas em cada um dos planos anteriores como a única forma possível de se terminar esse percurso, num clipe que pretende dar conta resumidamente de toda loucura e transgressão atribuídas a esses dois personagens na hora e meia decorridas, vemos em velocidade baixa a última imagem dos siameses, olhando direto para a câmera, e sua posição no quadro vai se ajustando até que tenhamos uma combinação totalmente harmônica dos dois rostos, como se fossem um só, ao mesmo tempo em que não se nega a natureza diversa dessas metades reunidas. A beleza plástica dessa imagem, sem nenhuma vergonha de denunciar-se artifício puro, sua idéia muito clara e nada metaforizada sobre a relação que os irmãos tinham entre si, a postura ameaçadora diante do mundo, o dedo-em-riste atribuído ao rock'n'roll como se fosse uma de suas prerrogativas, e ali naquele último plano Xifópagos e Roqueiros entrega suas armas, despede-se de todo acúmulo de seriedade e importância que vinha exigindo para si ao longo de todo o filme, e se diverte finalmente com a chance de ter seus protagonistas livres da agenda pesada de compromissos narrativos a que estiveram submetidos. Pena que este seja o fim, e não o começo.

Porque antes disso há a encenação de um documentário sobre os irmãos xifópagos, aquele mesmo expediente cansado de intercalar imagens da saga dos protagonistas (aqui disfarçadas de um cinediário filmado nos anos 70, no auge da banda The Bang Bang) com depoimentos dos sobreviventes daquela loucura, os “personagens da vida real”, envelhecidos em relação às imagens de época, que rememoram suas experiências já com o peso e a revisão crítica que os anos obrigam, e com direito mesmo à presença de gente famosa, como o diretor inglês Ken Russell, que teria realizado uma biografia filmada de Barry e Tom, nunca concluída. Nada em Xifópagos e Roqueiros justifica essa sua necessidade de se mostrar documentário. A vontade de atribuir à trama uma espécie de verdade fundamental, da qual o gênero estaria automaticamente investido, se ridiculariza diante do tom quase épico assumido pelos depoimentos, todos eles iluminados com aquela luz cretina dos programas-verdade da tevê, dando à essa pompa uma graça quase infantil. Pois se não era de verdades que o filme precisava ser preenchido, do que seria? Talvez uma tentativa de fabulação mais evidente, que ligasse pontos e pusesse pingos nos is, e para isso a urgência do relato. Dar um pouco de ordem ao caos, domá-lo com o verbo, e essa também se mostra uma escolha equivocada.

Xifópagos e Roqueiros sofre por ter personagens principais bons demais. Não pelo que se tenta dizer a respeito deles, o psicologismo da rejeição paterna, a submissão aos empresários pilantras e guarda-costas violentos, os conflitos armados, as situações pelas quais Keith Fulton e Louis Pepe os obrigam a passar. Toda vez que estão em cena, os jovens atores Luke e Harry Treadaway impregnam o filme de uma insanidade cheia de carinho por seus excessos, e tudo o que essa postura carrega consigo, uma carga de homoerotismo que naturaliza as sugestões incestuosas como apenas mais uma das ligações possíveis, a impossibilidade do controle pela absoluta falta de previsão com que agem os irmãos, tudo isso será negado pela narrativa sempre que um momento-problema for sufocado por um depoimento do tipo “ele era muito solitário” ou “havia muita raiva naqueles olhos”. Enquanto figuras do passado, Barry e Tom não deixam nunca de ser borrões de uma tentativa pobre de delimitação de suas histórias. Quando são atualizados, quando falam e se mostram por si mesmos, assumem esse zeliguianismo torto, e se transformam naquilo que está ao seu lado, um no outro, nos microfones, nas guitarras, no público que bate cabeça com suas músicas. Ali Xifópagos e Roqueiros consegue se libertar do peso de se filmar punk com estética gospel, ali se aproxima de seu belo último plano, porque nem conteúdo, nem cartesianismo de personagem, nem obrigação de sentido, porque ali é apenas pulso, entrega, vertigem.

Rodrigo de Oliveira

3.9.08

Hugh Laurie e Ellen Degeneres

Eu não conhecia a Ellen Degeneres, mas o Hugh Laurie... claaaaaro.
Bom, eles se estranharam um pouco no começo da entrevista mas depois bateram um bolão.
Tiveram lá suas alfinetadas por causa da clássica rixa entre a Inglaterra e os Estados Unidos.
O Hugh fez um comentário assim: sim, nós conhecemos mais a cultura americana do que o americano conhece a do resto do mundo.... vixi!
Claro, risadinhas e tudo mais... depois ficaram brincando de advinhar as gírias do país um do outro.

Foi engraçado quando ela perguntou pro Hugh o que o House fazia ele engolir o tempo todo (pro House é Vicodin, pílulas para a dor), aí ele falou o nome - alguma coisa inofensiva, não me lembro, mas completou: não me importo, eu gosto de engolir - risadas. A Ellen: " tarde demais, agora já falou, não tem jeito... pode ser que signifique outra coisa na Europa" - mais risadas. Essa foi ótima - e ele ficou mais lindo ainda todo tímido e constrangido... aliás, ele fica lindo de todo e qualquer jeito... ô homem... ai, ai...

Interessante também foi ver como aquilo tudo de homem não afetou em nada a Ellen. Qualquer mulher se desmancha perto dele. Qualquer mulher.

É, na verdade foram dois caras interessantes e inteligentes trocando idéias e sutilezas.
Otimo e curto. Isso.

Ah, prá quem ficar curioso tem um vídeo que mostra o final dessa entrevista, quando eles começam a brincar de advinhação.... o vídeo está ruim mas pelo menos é legendado:
http://www.youtube.com/watch?v=bjR8RQ2DnDI

19.7.08

DEXTER - TÔ DEVORANDO ALUCINADAMENTE CADA EPISÓDIO.




DexterDexter
DEXTER CRIANÇA E ADOLESCENTE QUE APARECEM NOS FLASHBACKS

29.6.08

Miami Ink... sei lá porque...

Ando assistindo esse programa quase todas as madrugadas. Não sou tatuada, acho horrível algumas tatuagens e não entendo porque os caras fazem isso no corpo inteiro (alguns). E as meninas então? Difícil achar uma roupa que fique legal e harmonize com tantas tatuagens diferentes.
Sei lá... fico fascinada assistindo. Ainda não entendi... Acho que eu gosto das cores, do desenho em si, do profissionalismo e da seriedade dos caras, do querer se superar. Para alguns clientes a sua tatuagem parece algo sagrado e me impressiona ver que todos - TODOS - saem dali marcados, não só literalmente, rsrsrs. Gosto de ouvir as histórias, exceto aquelas que são sentimentalistas demais. Não entendo uma pessoa querer tatuar justamente aquilo que a está traumatizando, rsrrs, vai entender...
De repente é legal fazer a tatuagem só porque é bonita, só porque quer. Precisa justificar sempre? Parece que é uma desculpa para fazer... esquisito. Algumas realmente dá prá ver que faz sentido, tipo simbolizar uma parada, comemorar, homenagear... isso é legal.
Uma das coisas que eu também não gostava era o machismo com que o Ami tratava a Kat... bom, ela se libertou. Tomara que se dê bem prá incentivar as mulheres a não mais se submeter. No mais eu gosto de ver e sentir o clima da loja, a camaradagens dos caras, sempre de bom-astral.
Segredo: morro de vontade de fazer uma, mas tinha que ser perfeita, por isso não me arrisquei ainda. Quem sabe um dia...

11.3.08

Invasion


Tô assistindo Invasion, não é nenhum Lost mas preenche os intervalos.
Esses dois personagens acima (Rose e Dave) são os melhores... a gente já se apega desde o primeiro episódio.
A Mariel é a personagem da melhor atriz, gosto de vê-la atuando, só de barato... ah, o nome dela é... pera aí...
Kari Matchett.

Nada de novo, fala de um lugarejo invadido sorrateiramente por peixes luminosos que na verdade são ET´s. Entrou na agua, se fudeu... ou não. O doce peixinho enfia oito tentáculos em lugares estratégicos do seu corpo, copiando seu DNA e fazendo outro de você, novinho em folha. Teu corpo original vai pro saco e tua consciência vai pro corpo novo. Só que tu ficas meio esquisóide, liga? Na verdade fica híbrido.

O barato de continuar assistindo é ir descobrindo aos poucos, com eles, até onde os efeitos dessa clonagem/hibridagem afetam os relacionamentos entre entes queridos. Ou seja, se a mãe (Mariel, principalmente) vai matar os filhos ou não, ou se vai se matar.