Mostrando postagens com marcador Interessante.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Interessante.... Mostrar todas as postagens

6.3.08

As tiradas de Churchill


Quando Churchill completou 80 anos um jovem repórter foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.
Resposta de Churchill:
- Por que não? Você me parece bastante saudável.

*******************************************
Telegramas trocados entre Bernard Shaw (maior dramaturgo inglês do século 20) e Churchill (maior líder inglês do século 20).
Convite de Bernard Shaw:
'Tenho o prazer e a honra de convidar digno primeiro-ministro para primeira apresentação minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver.'
Bernard Shaw

Resposta de Churchill:
'Agradeço ilustre escritor honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação Irei à segunda, se houver.'
Winston Churchill


*********************************************

General Montgomery, herói da II Guerra Mundial, provocando Churchill:
'Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói'

Churchill, ao tomar conhecimento, retrucou:
'Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.'


***********************************************

Bate-boca no Parlamento inglês. Churchill discursava quando uma deputada oposicionista, tipo Heloisa Helena, pediu um aparte. Todos sabiam que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos. Para
surpresa de todos, o aparte foi concedido à deputada que disse em alto e bom tom:
- 'Sr. Ministro, se V. Exa. fosse o meu marido, colocava veneno em seu café!'
Churchill, com muita calma, tirou os óculos e, naquele silêncio em que todos estavam aguardando a resposta, exclamou:
- ' Pois se eu fosse seu marido tomaria esse café.

O mundo sorrindo para você - shuashuashuashua

Você sabe o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.

O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação - acabamento final - certeza absoluta - quantia exata - nos dias 8, 9 e 10, inclusive - juntamente com - expressamente proibido - em duas metades iguais - sintomas indicativos - há anos atrás - vereador da cidade - outra alternativa - detalhes minuciosos - a razão é porque - anexo junto à carta - de sua livre escolha - superávit positivo - todos foram unânimes - conviver junto - fato real - encarar de frente - multidão de pessoas - amanhecer o dia - criação nova - retornar de novo - empréstimo temporário - surpresa inesperada - escolha opcional - planejar antecipadamente - abertura inaugural - continua a permanecer - a última versão definitiva - possivelmente poderá ocorrer - comparecer em pessoa - gritar bem alto - propriedade característica - demasiadamente excessivo - a seu critério pessoal - exceder em muito .

5.11.07

Qual é a maior temperatura que o corpo pode agüentar?


Ingrid Tavares

Sir Charles Blagden, um médico inglês do século 18, tentou responder na raça. Ele entrou num cômodo aquecido a 105°C com um cachorro, alguns ovos e um bife cru. Em 15 minutos, ele e seu melhor amigo saíram intactos, e com o almoço quase pronto: os ovos ficaram cozidos e o bife, bem passado. Testes mais recentes mostraram que dá para agüentar temperaturas de até 127°C por 20 minutos. E até você já deve ter chegado perto disso: numa sauna seca, por exemplo, o termômetro bate nos 90°C. A gente agüenta o tranco por causa do suor. Ele rouba calor do corpo quando evapora - a água usa energia para acelerar suas moléculas até que elas "pulem" para o ar em estado gasoso. E essa energia sai do calor da pele, que dá uma esfriada. Desse jeito o corpo consegue manter os órgãos na saudável faixa dos 37°C. A morte por insolação, aliás, chega quando a temperatura lá dentro passa dos 42°C. E ela pode vir mais rápido quando a umidade do ar está alta. Quando isso acontece, a maior parte do suor não encontra "espaço" para evaporar. E perde o efeito refrescante. Com a umidade acima de 75%, uma temperatura de 50°C beira o insuportável. Dentro de uma banheira é pior ainda: o efeito do suor é zero. Quem ficar mais de 3 minutos com a água a uns 45°C, vai sair do ofurô com tanta saúde quanto os ovos de sir Blagden.

Fonte: SuperInteressante

O que fazer com nossos presos?



Mesmo lotadas, violentas e com pouca chance de regenerar os criminosos, as prisões ainda são a principal punição em todo o mundo. Existe solução para elas?
Mariana Iwakura e Rafael Kenski

Você acorda e puxa um pequeno computador acoplado à cama. Lá estão sugestões de coisas para fazer ao longo do dia - esportes, atividades educativas ou de lazer, cozinhar -, a serem escolhidas com um clique na tela. Daí é só sair do quarto e pôr a mão na massa. Ao longo do dia, uma pulseira transmitirá por rádio sua posição para que profissionais monitorem suas tarefas. Siga os programas à risca e receberá no dia seguinte opções melhores na sua telinha: mais tempo para visitas, assistir à TV ou fazer ligações telefônicas. Tudo isso vigiado por câmeras equipadas com softwares capazes de reconhecer emoções, garantia de que você não terá momentos de estresse, como brigas e discussões.

Tudo o que se precisa fazer para ir para esse lugar é cometer um pequeno crime na Holanda. Trata-se da penitenciária de Lelystad que recebeu apelidos como "big brother" e "albergue da juventude". Construída com tecnologias de ponta para garantir o controle sobre os detentos, oferecer alternativas de tarefas e cortar custos com carcereiros, ela pareceu para muitos um excesso de luxo para infratores. Mas, na verdade, Lelystad está a meio caminho no espectro de idéias sobre o que devemos fazer com os presos.

Continue...

Doutores da agonia

Eles utilizaram humanos como cobaias de pesquisas macabras. Agora estudos dizem que essas experiências guardam informações valiosas para a humanidade
Rodrigo Rezende, da Alemanha

"Camarada, por favor, peça ao oficial que acabe conosco com uma bala", suplicou o soldado russo. Depois de 3 horas dentro de um tanque de água gelada, ele já não suportava mais a sensação de congelamento no corpo. "Não espere compaixão daquele cão fascista", respondeu o colega que dividia o tanque com ele. Quando o cientista responsável pelo experimento descobriu o significado das palavras de suas cobaias, retirou-se para o escritório. Voltou com um revólver na mão. Não para atender ao pedido do soldado, mas para ameaçar seus assistentes na experiência. "Não se intrometam. Nem se aproximem deles!" Passaram-se mais duas horas de agonia antes que o alívio da morte chegasse para os russos. Assim como eles, pelos menos outros 300 prisioneiros dos nazistas foram usados em experimentos destinados a entender os efeitos do frio no corpo humano - a hiportermia. A maioria não teve a sorte de um final rápido. Ao chegarem ao limite entre a vida e a morte, eram reanimados e expostos novamente a temperaturas baixas.

As descrições acima são apenas um exemplo de como alguns cientistas alemães se adaptaram ao ideário nazista sob o governo de Adolf Hitler. E não deixam qualquer dúvida de que, eticamente, a ciência produzida na Alemanha entre as décadas de 1930 e 1940 foi repugnante. Os experimentos causaram dor, humilhação e mortes terríveis às pessoas confinadas em campos de concentração - fossem elas judias, ciganas, homossexuais ou qualquer tipo de inimigo do regime. Acontece que os responsáveis por essas "pesquisas" podiam ser sádicos, mas não eram leigos. Pelo contrário. Muitos foram formados nas escolas mais tradicionais do planeta - antes da chegada dos nazistas ao poder, a Alemanha era um dos líderes mundiais em inovação científica. Metódicos como só pesquisadores alemães podem ser, eles sistematizaram as experiências, coletaram dados, chegaram a conclusões. E geraram informações que, além de inéditas na época, nunca mais foram reproduzidas em testes sérios - afinal de contas, e ainda bem, não é todo dia que aparece alguém propondo jogar ácido na pele de um ser humano para entender como nosso corpo reage à substância... (Matéria completa no SuperInteressante)

Bichos de espécies diferentes podem ter filhos?



Bruno Vieira Feijó

"Claro, né? A mula que eu tenho aqui no quintal tá de prova...", diria o leitor amante do híbrido de égua com jumento. Mas não é só mula que sai desse tipo de affair. Um dos exemplos mais bacanas é o liger, que detém o título de maior felino do mundo. Ele é filho de leão com tigresa (lion + tiger). A união deixa os hormônios de crescimento do animal fora de controle, ele fica 30% maior que o pai e a mãe, chegando a mastodônticos 3,5 metros de comprimento e meia tonelada de peso. Também existe o tigon (filho de tigre com leoa), pouco menor que o primo. Todos os machos desses animais são estéreis. Já as fêmeas não: parte delas pode, sim, ter filhos. Mas se elas podem, por que as mulas não? Está errado: "Desde 1527, a literatura científica também descreve mais de 60 mulas que tiveram crias quando cruzadas com cavalos ou jumentos", diz o biólogo Octavio Pavan, da Unicamp. Membros do genêro Canis (cachorros, lobos, coiotes e chacais) também podem cruzar e ter filhotes férteis. Orcas com golfinhos, o bisão americano com a vaca e chipanzés com babuínos também. Mas, se é assim, onde vai parar a idéia de espécie? Afinal, a gente diz que dois bichos são da mesma espécie justamente quando eles podem gerar filhotes férteis. Bom, o fato é que esses casos são raros, nunca acontecem em ambiente natural, só em cativeiro. Segundo os biólogos, então, esses "bebês de Rosemary" do mundo animal não abalam o conceito de espécie.

SUPERINTERESSANTE

E se não tivéssemos medo?




O medo é um conceito fundamental para Freud, o pai da psicanálise. Segundo ele, é o medo da castração, de ser ridicularizado ou menos amado, que faz os homens lutar por objetivos e se submeter a provas sexuais e sociais. Sem medo, poderíamos ficar sem motivação de competir, inovar, ser melhor que o vizinho. Pior: viveríamos num caos danado, já que o medo de ser culpado e castigado é raiz para instituições e religiões. "Nunca uma civilização concedeu tanto peso à culpa e ao arrependimento quanto o cristianismo", afirma o historiador francês Jean Delumeau, autor do livro História do Medo no Ocidente.

"O medo se reproduz na forma da autoridade física e espiritual", afirma a psicanalista Cleide Monteiro. "Ele está na base de instituições que podem ser opressoras, mas fazem a sociedade andar para a frente longe de barbáries." Para a psicanálise, funciona assim: quando eu reconheço em mim a possibilidade de fazer mal a alguém, a enxergo também em você, então passo a temê-lo. Para podermos conviver numa boa, criamos coisas superiores para temer, como a polícia e a religião. Sem o medo, não teríamos nada disso. Sairíamos direto na faca... (Matéria completa em SUPERINTERESSANTE)

O que é o tempo?


Alexandre Versignassi

Se não me perguntarem, eu sei o que é. Se tiver de explicar para alguém, não sei. O problema é que o passado não está mais aqui, o futuro ainda não chegou e o presente voa tão rápido que parece não ter extensão alguma. Aliás, se o presente só surge para virar passado, não daria pra dizer que o tempo é uma caminhada rumo à não-existência?

Santo Agostinho, bispo cabeça do século 5. Famoso por por adaptado o pensamento da Grécia Antiga ao Cristianismo

É o jeito que a natureza deu para não deixar que tudo acontecesse de uma vez só.

John Wheeler, um dos maiores físicos do século 20.

Uma ilusão. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão.

Albert Einstein, o cara

Não há fluxo. Os eventos, independentemente de quando ocorram, simplesmente existem. Todos existem. Eles ocupam para sempre o seu ponto particular no espaço-tempo. Se você estava se divertindo a valer no réveillon, você ainda está lá, pois esta é uma das localizações imutáveis do espaço-tempo.

Brian Greene, físico americano da Universidade de Colúmbia e autor best seller de divulgação científica. Aqui, o professor explica do jeito dele o ponto de vista de Einstein.

O que é o tempo? - SUPERINTERESSANTE

Deus é coisa da sua cabeça?

Com a ajuda de tomografias computadorizadas, o médico Andrew Newberg pesquisa os mistérios da manifestação religiosa no cérebro.

Leia entrevista completa

Egito


3 perguntas para entender a construção das pirâmides egípcias

Bruno Vieira Feijó

Quem trabalhou na construção?

Nem ETs nem multidões. Apesar de algumas teorias falarem em milhares de escravos - Heródoto, historiador grego do século 4 a.C., apostava em 100 mil - os arqueólogos Mark Lehner e Zahi Hawass dizem que não havia espaço físico para tanta gente trabalhar ao mesmo tempo. Suas pesquisas sugerem que, mesmo a maior pirâmide, a de Kufhu (com 148 metros de altura), demandou "só" 25 mil trabalhadores.

Como era o esquema do trabalho?

Vinte mil empregados eram temporários e os outros, fixos e assalariados. Eles eram alocados de acordo com suas habilidades e divididos em turmas de 200 pessoas, que se revezavam em turnos. A construção funcionava 24 horas por dia e, mesmo assim, Kufhu levou 20 anos para ficar pronta. O salário era pago em "rações" (em média, 10 pães e um copo de cerveja por dia).

Os trabalhadores gostavam do serviço?

A maioria. Os temporários, que ficavam em Gizé por volta de 4 anos, vindos de cidades rurais do Egito, voltavam às suas províncias se vangloriando do que tinham aprendido. Eles também tinham consciência de que estavam construindo a história do seu país. (Extraído da Revista SuperInteressante)

4.11.07

Eu


Nosso melhor amigo, pior inimigo, maior crítico. Tem o poder de nos levar ao céu ou ao inferno. É melhor ser amigo desse cara.