MyHeritage: Celebrity Morph - Como fazer arvore genealogica - Uma arvore genealogica
Fragmentos de pensamentos, emoções, sentimentos, sensações, sons e imagens nesse meu liquidificador.
14.12.08
11.12.08
Só mais umazinha
- Amor, traz uma francesinha de Paris pra mim?
Ela abaixou a cabeça e embarcou muito chateada.A mulher passou quinze dias na França.O marido pediu que os amigos o acompanhassem novamente ao aeroporto. Ao chegar lá, ele perguntou para a mulher:
- E aí Amor, você trouxe minha francesinha?
Ela disse:
- Eu fiz o possível. Agora é só rezar para nascer menina!
Mais vingança (mais email)
Sem generalizar, só revoltazinha temporária:
Qual a semelhança entre um homem e uma garrafa de
cerveja?
* Do pescoço pra cima são vazios.
Qual a semelhança entre o homem e o camarão?
* Não se aproveita a cabeça.
Qual a semelhança entre o homem e o golfinho?
* Dizem que são inteligentes, mas ate agora ninguém
conseguiu provar.
Qual a semelhança entre o homem e o caracol?
* Tem chifres, babam e se arrastam. E ainda pensam que
a casa é deles!
Qual a semelhança entre o homem e o microondas?
* Aquecem-se em 15 segundos.
Qual a semelhança entre os dinossauros e os homens
inteligentes?
* Já estão extintos.
Qual a semelhança entre os homens e os espermatozoides?
* De tantos só serve um!
Qual a diferença entre um caminhao cheio de porcos e
outro cheio de homens?
* A placa.
Qual a diferença entre um sapo e um príncipe?
* As cinco cervejas que a princesa tomou.
O que significa um papel rasgado ao meio para um homem?
* Um quebra-cabeça.
O que são dois neurônios no cérebro de um homem?
* Invasores!!!
O que são vinte homens rindo de orelha à orelha?
* Túnel de vento.
Por que os homens são homens e os ratos são ratos?
* Porque os ratos escolheram primeiro.
Por que não existe um homem inteligente e bonito ao
mesmo tempo?
* Porque seria uma mulher.
Por que as pilhas são melhores que os homens?
* Porque as pilhas tem ao menos um lado positivo.
Por que as mulheres não querem se casar?
* Porque por 100 gramas de chouriço tem que levar o
porco inteiro.
Quando o homem perde 90% de sua inteligência?
* Quando fica viúvo.
E os outros 10%?
* Quando morre o cachorro.
O que fariam as mulheres se não existissem os homens?
* Domesticariam um outro animal.
O que produz uma idéia na cabeça de um homem?
* Eco, Eco, Eco, eco...
E duas???
* Não se sabe, isso nunca aconteceu.
Como se escolhem os homens mais idiotas do mundo?
* Aleatoriamente.
O que há por trás de um homem inteligente?
* Uma boa ventríloqua.
O que há por trás de um grande homem?
* Uma mulher surpresa!
Qual a semelhança entre o homem e o chiclete?
* Quanto mais você pisa, mais ele pega no pé.
Qual a semelhança entre os homens e os computadores?
* Sempre há uma amiga que tem um melhor;
* Se travam, não há quem os faça mudar de idéia;
* Tanto num homem como num computador é preciso
investir muito dinheiro para que melhorem;
* Pouco tempo depois de se ter um já se quer outro
melhor;
* Nenhum dos dois é capaz de pensar por conta própria;
* Os mais caros são os melhores;
* Em certas ocasiões podem deixar de funcionar;
* Ambos tem memória, mas nenhum tem inteligência.
Vingança Inteligente (email do meu querido amigo Kiko)
15.11.08
Jô Soares e Marília Gabriela em 14.11.2008

Jô Soares e Marília Gabriela... Não foi uma entrevista, foi um bate-papo entre amigos que não se viam ha algum tempo. Daquelas amizades que não desbotam, daquelas em que o papo continua do mesmo ponto onde parou.
A saudade explícita, a cumplicidade de anos de estrada trilhada.
Soltos, confortáveis e aquecidos pelo prazer do reencontro.
Sem disputas, sem entraves, sem dilemas, sem confronto- como num encontro normal de cabeças pensantes- Tanto que no final dos dois blocos em que estiveram juntos, a platéia não se manifestou com aquele tão previsível "ahhhhhh". Foi respeito, pela intimidade de um momento tão especial e particular.
Adorei ter o prazer de presenciar esse encontro de cabeças (no caso, duas das que mais admiro), mas principalmente esse encontro de corações.
Beijos carinhosos, Dois.
3.11.08
XIFÓPAGOS E ROQUEIROS (BROTHER´S OF THE HEAD)
Keith Fulton e Louis Pepe, Brothers of the head, Reino Unido, 2005
Meu, fiquei muito fudida. Tava acreditando em tudo, me condoendo pelos caras... Tudo mentira!!!! Jurava que era verdade, caraca! Os caras realmente são ótimos atores. Só comecei a desconfiar depois, quase no meio do filme.
Crítica: Rodrigo de Oliveira
Comecemos pelo fim. No último plano de Xifópagos e Roqueiros, os irmãos Barry e Tom, depois de todo o périplo traçado ao longo do filme, de freaks enjeitados pelo pai a freaks amados pela cena punk inglesa, e já nem mesmo freaks, tendo passado obrigatoriamente por uma re-humanização, depois mesmo de suas mortes trágicas, anunciadas em cada um dos planos anteriores como a única forma possível de se terminar esse percurso, num clipe que pretende dar conta resumidamente de toda loucura e transgressão atribuídas a esses dois personagens na hora e meia decorridas, vemos em velocidade baixa a última imagem dos siameses, olhando direto para a câmera, e sua posição no quadro vai se ajustando até que tenhamos uma combinação totalmente harmônica dos dois rostos, como se fossem um só, ao mesmo tempo em que não se nega a natureza diversa dessas metades reunidas. A beleza plástica dessa imagem, sem nenhuma vergonha de denunciar-se artifício puro, sua idéia muito clara e nada metaforizada sobre a relação que os irmãos tinham entre si, a postura ameaçadora diante do mundo, o dedo-em-riste atribuído ao rock'n'roll como se fosse uma de suas prerrogativas, e ali naquele último plano Xifópagos e Roqueiros entrega suas armas, despede-se de todo acúmulo de seriedade e importância que vinha exigindo para si ao longo de todo o filme, e se diverte finalmente com a chance de ter seus protagonistas livres da agenda pesada de compromissos narrativos a que estiveram submetidos. Pena que este seja o fim, e não o começo.
Porque antes disso há a encenação de um documentário sobre os irmãos xifópagos, aquele mesmo expediente cansado de intercalar imagens da saga dos protagonistas (aqui disfarçadas de um cinediário filmado nos anos 70, no auge da banda The Bang Bang) com depoimentos dos sobreviventes daquela loucura, os “personagens da vida real”, envelhecidos em relação às imagens de época, que rememoram suas experiências já com o peso e a revisão crítica que os anos obrigam, e com direito mesmo à presença de gente famosa, como o diretor inglês Ken Russell, que teria realizado uma biografia filmada de Barry e Tom, nunca concluída. Nada em Xifópagos e Roqueiros justifica essa sua necessidade de se mostrar documentário. A vontade de atribuir à trama uma espécie de verdade fundamental, da qual o gênero estaria automaticamente investido, se ridiculariza diante do tom quase épico assumido pelos depoimentos, todos eles iluminados com aquela luz cretina dos programas-verdade da tevê, dando à essa pompa uma graça quase infantil. Pois se não era de verdades que o filme precisava ser preenchido, do que seria? Talvez uma tentativa de fabulação mais evidente, que ligasse pontos e pusesse pingos nos is, e para isso a urgência do relato. Dar um pouco de ordem ao caos, domá-lo com o verbo, e essa também se mostra uma escolha equivocada.
Xifópagos e Roqueiros sofre por ter personagens principais bons demais. Não pelo que se tenta dizer a respeito deles, o psicologismo da rejeição paterna, a submissão aos empresários pilantras e guarda-costas violentos, os conflitos armados, as situações pelas quais Keith Fulton e Louis Pepe os obrigam a passar. Toda vez que estão em cena, os jovens atores Luke e Harry Treadaway impregnam o filme de uma insanidade cheia de carinho por seus excessos, e tudo o que essa postura carrega consigo, uma carga de homoerotismo que naturaliza as sugestões incestuosas como apenas mais uma das ligações possíveis, a impossibilidade do controle pela absoluta falta de previsão com que agem os irmãos, tudo isso será negado pela narrativa sempre que um momento-problema for sufocado por um depoimento do tipo “ele era muito solitário” ou “havia muita raiva naqueles olhos”. Enquanto figuras do passado, Barry e Tom não deixam nunca de ser borrões de uma tentativa pobre de delimitação de suas histórias. Quando são atualizados, quando falam e se mostram por si mesmos, assumem esse zeliguianismo torto, e se transformam naquilo que está ao seu lado, um no outro, nos microfones, nas guitarras, no público que bate cabeça com suas músicas. Ali Xifópagos e Roqueiros consegue se libertar do peso de se filmar punk com estética gospel, ali se aproxima de seu belo último plano, porque nem conteúdo, nem cartesianismo de personagem, nem obrigação de sentido, porque ali é apenas pulso, entrega, vertigem.
Rodrigo de Oliveira
29.9.08
Novo template
Vou tentar mudar um pouco... Tudo começa nos detalhes, então... quem sabe.
18.9.08
13.9.08
Frases Boas
- Achar que o mundo não tem um criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão numa tipografia. (Benjamin Franklin)
- O desejo do homem é pela mulher, mas o desejo da mulher é pelo desejo do homem. (Madame de Staël)
- Como faço uma escultura? Simplesmente retiro do bloco de mármore tudo que não é necessário. (Michelangelo)
- Quando a casa do vizinho está pegando fogo, a minha casa está em perigo. (Horácio)
- Não paramos de nos divertir por ficarmos velhos. Envelhecemos porque paramos de nos divertir.
- As idéias geniais são aquelas que nos espantamos de não ter tido antes.
(Noel Claraso) - Todos nós nascemos originais e morremos cópias. (Carl J. Jung)
- O coração não tem rugas. (Madame de Sévigné)
- Cada geração ri de seus pais, ridiculariza os avós e admira os bisavós. (S. Maugham)
- Quem sabe adular também é capaz de caluniar. (Napoleão)
- As coisas mais difíceis se ver são as que estão debaixo de nossos olhos.
(V G Rossi) - As idéias são como pulgas, saltam de uns para outros, mas não mordem a todos. (George Bernard Shaw)
- O poder de observação aguda é comumente chamado de cinismo por aqueles que não o tem. (George Bernard Shaw)
- Só progride quem é modesto. O orgulho obriga a dar passos para trás.
(Mao Tsé-tung) - Nem sempre aquilo que vem depois é um progresso. (A Manzoni)
- Muitas vezes nossa maneira de justificar um erro agrava o erro. (Shakespeare)
- O que você fizer hoje é muito importante: porque você está trocando um dia de sua vida por isso.
- Nós sempre temos a tendência de ver coisas que não existem, e ficar cegos para as grandes lições que estão diante de nossos olhos.
- Para compreender as pessoas devo escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer. ( John Powell)
- Quando a oportunidade bate à porta, algumas pessoas estão no quintal procurando trevos de 4 folhas.
- As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação. (Orison Swett Marden)
- O pensamento faz o homem; por isso o bom pensamento é a coisa mais importante da vida. (James Allen)
- Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro desperta.
- É bem barato construir castelos no ar e bem cara a sua destruição.
François Mauriac, francês Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa. - Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo.
- A tradição é a personalidade dos imbecis.
- O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.
Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.
Se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos.
Se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela.
Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criámos.
A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.
A inteligência é a insolência educada.
A mulher tem uma única via para superar o homem: ser mais mulher a cada dia.
3.9.08
Hugh Laurie e Ellen Degeneres
Bom, eles se estranharam um pouco no começo da entrevista mas depois bateram um bolão.
Tiveram lá suas alfinetadas por causa da clássica rixa entre a Inglaterra e os Estados Unidos.
O Hugh fez um comentário assim: sim, nós conhecemos mais a cultura americana do que o americano conhece a do resto do mundo.... vixi!
Claro, risadinhas e tudo mais... depois ficaram brincando de advinhar as gírias do país um do outro.
Foi engraçado quando ela perguntou pro Hugh o que o House fazia ele engolir o tempo todo (pro House é Vicodin, pílulas para a dor), aí ele falou o nome - alguma coisa inofensiva, não me lembro, mas completou: não me importo, eu gosto de engolir - risadas. A Ellen: " tarde demais, agora já falou, não tem jeito... pode ser que signifique outra coisa na Europa" - mais risadas. Essa foi ótima - e ele ficou mais lindo ainda todo tímido e constrangido... aliás, ele fica lindo de todo e qualquer jeito... ô homem... ai, ai...
Interessante também foi ver como aquilo tudo de homem não afetou em nada a Ellen. Qualquer mulher se desmancha perto dele. Qualquer mulher.
É, na verdade foram dois caras interessantes e inteligentes trocando idéias e sutilezas.
Otimo e curto. Isso.
Ah, prá quem ficar curioso tem um vídeo que mostra o final dessa entrevista, quando eles começam a brincar de advinhação.... o vídeo está ruim mas pelo menos é legendado:
http://www.youtube.com/watch?v=bjR8RQ2DnDI
1.9.08
INSPIRAÇÃO PRO SEPULTURA

(Eles pediram, através do Myspace para o público ajudar numa nova composição para a refilmagem de Laranja Mecânica)
Edson:
Qual é a mecânica da laranja?
Qual é a réplica do replicante?
Qual é a do Burgess?
Qual é Burgees?
Sol:
Seu instinto represado e contido
Ganhou o insconciente coletivo
Que agora em ondas sem sentido
Surfa num mar de suco de laranja
Bruna e Maiara - Juventude, Mochila e pé na estrada.

Claro que eu posso colocar um tenis, uma mochila na costas e o pé na estrada... mas não vai ser a mesma coisa. Mesmo que algum tipo de mágica rejuvenescesse meu corpo, minha mente não estaria no mesmo cenário, na mesma luz.
A juventude é um cenário com iluminação própria, perspectiva única. Só me resta sentir saudade e lamentar por não ter tido a mínima idéia do quão especial era esse meu olhar.
31.8.08
Aniversário Sagrado. Chaaaaaato....

No dia em questão o safado gasta até o que não tem porque acha que merece. Talvez até mereça, mas pelo amor... isso deve ser patológico. Eu já até desisti de discutir a respeito, respiro fundo e espero pacientemente passar os dois ou três dias de comemoração, além dos subsequentes em que ele fica considerando se foi bom ou não, ou quem faltou, quem não lembrou, etc. Dependendo das condições também tenho que aturar mais alguns dias de comentários sobre as passagens divertidas ou a tromba que ele fica enquanto digere a frustração. Sim, é uma maratona.
Bom, pelo menos agora, só tenho que me preocupar com isso o ano que vem.
23.8.08
Palavras libertárias, grandes palavras - palavrões!

Também por isso gostei tanto desse texto abaixo:
PALAVRÕES - MILLOR FERNANDES
(extraído do blog "Boas Piadas")
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!". E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas.Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade. E...foda-se!"
14.8.08
As Olimpíadas do Tédio.

To sem tv paga, tô sem tv. Só tem aquela bosta de olimpíadas passando em todos os canais, ou é programa de crente, ou é jornal sensacionalista, ou aqueles programas de vendas... meu Deus, até a Cultura tá impregnada de olímpiadas. Que merda! Tem que ficar vendo o porraquistão jogar.... que merda... não vejo a hora que acabe isso. Meu, se fosse para mostrar o Brasil competindo, na boa, até interromper a programação para mostrar ao vivo... legal! Mas tá louco, tão mostrando tudo o tempo todo. Ninguém aguenta.

